Carta aberta à população chama a atenção para o uso inadequado de testes de avaliação psicológica não reconhecidos e por profissionais não habilitados

O Sistema Conselhos de Psicologia publicou "Carta Aberta" à população com alerta sobre a utilização de testes de avaliação psicológica não reconhecidos cientificamente e por profissionais não habilitados. A utilização de testes sem um parecer favorável do Conselho Federal de Psicologia pode comprometer os resultados da avaliação e acarretar prejuízos ao usuário. O parecer traz segurança tanto para os psicólogos como para os usuários. A lista com o nome dos testes que atendem aos critérios científicos de validade e precisão pode ser acessada no site www.pol.org.br - box "Satepsi".

Os prejuízos aos usuários podem resultar de uma avaliação inadequada com instrumentos não favoráveis como: serem não recomendados para assumirem cargos/funções em processos seletivos para uma vaga em uma empresa ou concurso público (recursos humanos), realizarem uma cirurgia bariátrica e o recurso psicológico utilizado não garantir avaliar as condições psíquicas desses candidatos, riscos de envolvimento em acidentes por receberem carta de habilitação sem terem a aptidão necessária por passarem por técnicas não recomendadas (CNH), receber porte de arma sem ter a aptidão necessária pode trazer riscos para o próprio candidato ou para as demais pessoas -sociedade. Há situações em que os vigilantes, por exemplo, fazem uso da arma de fogo para se suicidar (porte de arma). Quando realizadas as avaliações psicológicas nestes contextos, deve-se garantir que os instrumentos utilizados estejam de acordo com as normas para evitar prejuízo às pessoas.

O alerta deve-se à disseminação do uso dos testes psicológicos em processos seletivos e em várias outras circunstâncias de maneira irresponsável. Segundo a conselheira do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo, Maria Cristina Pellini, hoje a avaliação psicológica é solicitada para a obtenção de carteira de habilitação, para registro e porte de arma, para realização de cirurgia bariátrica, para cirurgia de transgenitalização (mudança de sexo), avaliação psicológica na área criminal, na área cível (Vara de Família) e Trabalhista, além de ser utilizado com freqüência pelos departamentos de Recursos Humanos de empresas e instituições.

O primeiro problema que tem se avolumado é que muitos testes estrangeiros têm sido trazidos ao Brasil e colocados em uso inclusive por não-psicólogos. Isso traz um prejuízo ao usuário, que pensa que está adquirindo serviços profissionais, quando na verdade está sendo avaliado por pessoas sem formação nem qualificação requeridas para a realização da avaliação. Além disso, muitos dos testes jamais passaram por estudos de validação e outros passaram por estudos no exterior, mas falta uma adaptação à realidade brasileira.

No Brasil, o uso de testes psicológicos constitui função privativa do psicólogo, conforme dispõe o Art. 13 da lei 4.119/62. É o reconhecimento de que a avaliação psicológica necessita de um "olhar diferenciado". Não se trata de um mero questionário, pautado no "senso comum", mas sim de um processo técnico-científico de coleta de dados, estudos e interpretação de informações a respeito dos fenômenos psicológicos. Testes psicológicos são procedimentos sistemáticos de observação e registro de amostras de comportamentos e respostas de indivíduos com o objetivo de descrever e/ou mensurar características e processos psicológicos, compreendidos tradicionalmente nas áreas emoção/afeto, cognição/inteligência, motivação, personalidade, psicomotricidade, atenção, memória, percepção, dentre outras, nas suas mais diversas formas de expressão, segundo padrões definidos pela construção dos instrumentos.

Outro problema se relaciona com os testes on-line, que devem ser submetidos a um estudo científico e a critérios de validação. A utilização de testes on-line deve prever cuidados adicionais, como, por exemplo, com a segurança da informação. Pela regulamentação do Conselho Federal, somente podem ser utilizados instrumentos de pré-seleção on-line, após a obtenção de um selo de qualidade do CFP. Para atribuir o selo, o CFP verifica se o instrumento atende a critérios mínimos de validação e o sistema a ser utilizado atende a critérios mínimos de segurança, a fim de preservar o sigilo das informações coletadas.

Por isso, o CRP SP alerta os usuários que os testes psicológicos somente podem ser utilizados por psicólogos. Antes de ser colocado em uso o teste deve atender a critérios científicos. Os testes utilizados no exterior devem ser traduzidos para o português e realizados estudos de validade e precisão de acordo com a nossa população ou a população que irá ser avaliada (quanto à idade, grau de escolaridade, função que será exercida, formação, condições socioculturais etc.).

Muito embora o CRP SP faça orientações constantes aos psicólogos, o usuário deve ficar atento aos serviços a ele prestados, se certificando se o teste é reconhecido (através do Satepsi) e se o profissional é um psicólogo (a consulta pode ser realizada pelo site do CRP/SP). Dúvidas e denúncias podem ser apresentadas à Comissão de Orientação e Fiscalização do CRP SP no telefone 3061-9494 ramal 141.





Institucional

Conheça o CRP SP
Conselheiros
Subsedes
Comissões
Licitações
Transparência
Nova sede
Atendimento

Anuidades
Atualizar cadastro
Cadastro nacional
Concursos
Declaração Profissional
Validação de Declaração
Inscrição de empresa
Inscrição pessoa física
Profissionais inscritos
Entrega de CIP
Orientação

Código de Ética
Manuais
Representações
Título de especialista
Legislações
Tabela de honorários
Testes psicológicos

Publicações

Boletins CRP SP
Cadernos temáticos
Campanhas e ações
Cartilhas
CREPOP
Diversos
Exposições virtuais
Jornal Psi
Livros
Memória da Psicologia
Notícias
Páginas temáticas
Quadrinhos
TV Diversidade
Vídeos
Agenda

Agenda CRP SP
Outros eventos
Indique um evento
Transmissões online
Planejamento estratégico
Conselho Regional de Psicologia 6ª Região | R. Arruda Alvim, 89 | 05410 020 | São Paulo/SP | Tel. 11 3061 9494