Memorial




Em 1979 foi inaugurada com o status de delegacia pela Portaria 003/79 no Edifício Cruz Alta na Av. Barão de Jaguara no Centro, onde Álvaro Franca de Barros foi nomeado como delegado de Campinas. A gestão era feita por ele e por um delegado adjunto. O modelo de gestão era altamente centralizado, inspirado no modelo autoritário de 1971 (época da criação dos Conselhos e que reproduzia, na sua organização, o caráter centralizador e fiscalizador do Estado).

Em 1992, a Gestão Psicologia e Cidadania, que assumiu as atividades, tinha como um dos planos de ação, a descentralização das decisões políticas que envolviam a Regional. Por isso, adotou como modelo de gestão um rodízio dentre as diferentes funções dos (as) conselheiros (as), como uma forma de garantir uma maior democracia. Em 1993, iniciou-se uma nova modalidade de gestão e a comissão passou a ser formada por coordenador, subcoordenador e membros com uma nova política de participação da categoria.

Uma das primeiras resoluções dessa gestão foi a de romper com o modelo das Delegacias, que eram conduzidas por um delegado nomeado pela Sede, e propor a criação das Subsedes, as quais seriam orientadas por uma Comissão Gestora indicada pelos (as) psicólogos (as) radicados (as) no território de ação de cada uma das subsedes.

Para cada uma delas foi deflagrado um processo de convocação dos psicólogos (as) para que fossem expostas as novas propostas de atuação do Conselho. Em Campinas, este movimento foi conduzido por Nilton Júlio de Faria, na qualidade de Conselheiro Suplente da Gestão Psicologia e Cidadania.

O processo de constituição da Comissão Gestora foi marcado por dois encontros. O primeiro buscou ouvir as expectativas dos psicólogos (as) sobre a nova gestão, assim como colher sugestões. No segundo, foi discutida a composição da Comissão Gestora, onde os (as) psicólogos (as) interessados (as) em constituí-la deveriam ter participado destes dois eventos.

O foco do trabalho era mais em serviço de orientação. As consultas aumentaram, tanto presencialmente quanto por telefone. Foram estabelecidos plantões para atender os colegas. Neste tempo, muitos profissionais tiravam dúvidas e descobrimos que não o faziam antes por receio. Este foi um sinal de que estávamos num caminho novo e acertado. Em vez das clássicas fiscalizações por amostragem, iniciaram-se levantamentos sobre as denúncias, mesmo que anônimas. Não diminuiu o trabalho, ao contrário, aumentou o contato de pessoas e colegas psicólogos (as).

O primeiro contato com os novos profissionais acontecia na Subsede quando recebiam sua identidade profissional. A Subsede passou a ser aberta à categoria e os gestores, acessíveis a demanda. Eram incentivadas a participação, a militância e o envolvimento com as políticas públicas em suas mais variadas expressões: saúde, educação, social, trânsito, jurídica, etc.

Houve um bom entrosamento com as entidades de psicologia na região e alguns eventos foram realizados em parcerias. Por causa das conferências de saúde, chegaram a haver reuniões envolvendo outros conselhos (odontologia, serviço social, nutrição, enfermagem e medicina) e também, devido à militância na vaga ocupada pelo Conselho de Psicologia no Conselho Municipal. Outra dinâmica nova era a participação dos (as) gestores das subsedes nas atividades gerais que ocorriam na sede, o que propiciava uma integração maior no CRP SP.

Como não tínhamos espaço para grandes encontros, eles foram realizados nas dependências da PUC-Campinas com a participação de, aproximadamente, quarenta psicólogos (as). Número que considerávamos surpreendente e demonstrava o interesse da categoria em construir um Conselho mais aberto. Importante registrar que nesses encontros houve a participação de várias instituições de ensino que mantinham curso de Psicologia, como a PUC-Campinas, a UNIMEP (Universidade Metodista de Piracicaba), Faculdade Padre Anchieta (de Jundiaí) e Universidade São Francisco (de Itatiba). Tratavam-se de grandes cursos de formação de psicólogos (as) na área de abrangência da Subsede de Campinas e que sempre estiveram presentes na construção da psicologia brasileira.

Um evento marcante dessa gestão foi a realização da comemoração do Dia do Psicólogo (a) com o tema Psicólogo (a) Mostre a sua Cara, onde foi feito uma mostra de trabalhos artísticos das(os) psicólogas(os), que também podiam cantar e declamar.

Em 1997, no dia 03 de julho aconteceu a inauguração da Subsede de Campinas em prédio próprio na Rua Frei Manuel da Ressurreição, 1251 Bairro Guanabara, sob a seguinte Comissão Gestora: Carlos Roberto Torres Damião (coordenador); Marilda Castelar (subcoordora) e Esequiel Laco Gonçalves (integrante).

Em 1998, o Movimento Pra Cuidar da Profissão assumiu a gestão e ampliou o debate sobre a implementação de políticas públicas, o compromisso social da Psicologia com a sociedade e a defesa e garantia dos Direitos Humanos. Mantiveram-se as ações regimentais de plantões de orientação na Subsede (presencial e através de telefone) e as fiscalizações de rotina e de averiguação de denúncias. Uma série de ações e debates ocorreram através dos anos com o intuito de aproximar a Psicologia da sociedade. A subsede de Campinas foi a primeira a iniciar a Interiorização, realizando atividades em cidades fora de Campinas como a comemoração do Dia do Psicólogo, da Luta Antimanicomial, ECA; realização de Vídeoclube entre outros.

Alguns eventos a serem destacados:

1997: acontece o evento Tratar não é trancar, da Luta Antimanicomial, que teve grande repercussão na cidade de Campinas, onde a entrevista coletiva no Hospital Cândido Ferreira com membros do Movimento da Luta Antimanicomial da Região de Campinas é reportada no Caderno Cidades de um jornal local. São criadas as Comissões de Direitos Humanos, Trânsito, Criança e do Adolescente e Assistência Social.

Em maio de 1998, realiza-se a Marcha Global contra o Trabalho Infantil, em Campinas. A marcha foi um movimento de caráter mundial. Em 1999, a Subsede se torna pioneira ao lançar o evento Café Filosófico que trata do tema: verdade.

2001: acontecem os eventos a Maioridade Penal: O futuro do Brasil não merece cadeia , contra a redução da idade penal e a I Conferencia da Saúde Mental de Campinas, com a parceria do CRP na organização. Abril de 2001: A Subsede também foi precursora na apresentação do Vídeoclube com o filme O Show de Truman.

2005: acontece o 1º Torneio Intercaps, evento integrante da comemoração da Luta Antimanicomial, com a participação de CAPS de 10 municípios da região de Campinas. Desde então o evento cresceu e tem acontecido todos os anos, independente do CRP e com um número cada vez maior de municípios participantes.

2008: a Subsede destaca-se como a primeira a iniciar a Interiorização das instruções dos processos de ética.

2009: Acontece a Marcha dos Usuários pela Reforma Psiquiátrica Antimanicomial - Brasília vai ouvir nossa voz! Com grande participação dos usuários dos CAPS de Campinas e Região.

2010: após as eleições compusemos pela primeira vez a comissão gestora com um psicólogo (a) do município de Piracicaba, objetivando avançar nas ações de interiorização.