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Luta Antimanicomial ganha processo judicial


Publicado em: 10 de setembro de 2010
Créditos: CRP SP
Fotos: CRP SP

O ex-conselheiro e presidente do CFP Marcus Vinícius de Oliveira obteve ganho de causa, em primeira instância, no processo movido pela Federação Brasileira de Hospitais (FBH) no qual era acusado de estar sistematicamente difamando e caluniando os hospitais psiquiátricos brasileiros, seus dirigentes e demais profissionais, através de publicações oficiais do Conselho Federal de Psicologia, artigos publicados em revistas e em entrevistas atribuindo a todos, entre outras mazelas que o hospital psiquiátrico é uma instituição sinistra onde ocorreriam torturas e assassinatos. O processo tramita desde 2002 e foi iniciado após a publicação do livro A Instituição Sinistra. organizado por Oliveira, então vice-presidente do CFP.Na sentença, o juiz Egas Moniz Barreto de Aragão Dáquer avalia improcedente o pedido da FBH. Afirma que não há na conduta do réu ilicitude que justifique uma reparação de caráter punitivo e pedagógico em favor da autora, a título de dano moral ser obtida através do judiciário e condena a autora ao pagamento das custas processuais e honorários de advogado. Ainda cabe recurso.O juiz postula também: O que não deve - e não pode - é que esta censura à posição defendida pelo réu seja chancelada pelo Poder Judiciário como ofensiva à autora e a seus associados, para daí tirarem vantagem financeira. Como pode ser visto dos autos, através das peças trazidas pelas partes, a posição adotada pelo réu é também adotada por outros profissionais - médicos psiquiatras ou psicólogos. O réu apenas fez diversas denúncias, reportando-se a diversos pesquisadores, na tentativa de ser prestigiado seu ponto de vista. Ganham na primeira instância a liberdade de expressão, a Luta Antimanicomial, todos os nossos parceiros de luta e os maiores interessados que são os usuários, disse Oliveira. As informações são da Assessoria de Comunicação do CFP