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Documentos psicológicos devem ser fundamentados
Publicado em: 15 de janeiro de 2026
Os documentos psicológicos, tais como relatórios, atestados, laudos e pareceres, evidenciam a atuação da/do psicóloga/o e têm grande impacto na vida das pessoas. Por isso, devem sempre apresentar fundamentação teórico-metodológica e ética.
Fundamentar um documento psicológico é importante pois:
- Garante segurança sobre como a/o psicóloga/o chegou às informações apresentadas.
- Qualifica o trabalho profissional, demonstrando o uso adequado de técnicas, instrumentos e referências teóricas.
- Evita interpretações distorcidas.
- Protege a pessoa atendida e a sociedade, evitando conclusões sem respaldo técnico-científico.
- Resguarda a categoria, reforçando o compromisso com a ciência, a ética e a legislação profissional.
Sem fundamentação, um documento pode gerar danos, comprometer direitos, reforçar estigmas e até inviabilizar a tomada de decisões em benefício da pessoa atendida e da sociedade.
Para fundamentar um documento psicológico é importante:
- Ter as informações das intervenções em Psicologia documentadas em prontuário ou registro documental, pautando-se nelas para a produção dos documentos escritos.
- Partir da solicitação e da finalidade do documento para decidir sobre prestar ou não informações e, caso decida pela prestação, sobre seu teor, resguardando o sigilo e quebrando-o apenas quanto ao estritamente necessário para o maior benefício e menor prejuízo no encaminhamento dos casos.
- Conduzir a elaboração do documento psicológico conforme seu referencial teórico, indicando-o, quando necessário – como no caso de relatórios, laudos e pareceres.
- Certificar-se de que as técnicas e métodos utilizados na intervenção, tais como entrevistas, observação, escuta qualificada, análise documental, aplicação de instrumentos psicológicos ou fontes complementares são suficientes para a prestação das informações necessárias. Há tipos de documentos que devem expor os procedimentos realizados, como é o caso dos relatórios e laudos psicológicos.
- Aprofundar a interpretação dos dados, conectando-os com aspectos teóricos e metodológicos, sem realizar afirmações vagas, julgamentos de valor ou conclusões sem fundamentação.
- Apontar os limites da intervenção: seja de tempo, contexto, informações disponíveis ou âmbito de atuação, o que demonstra responsabilidade técnica.
Fundamentar não é incluir tudo o que se tem conhecimento, mas informar o necessário com objetividade, rigor e ética, sem violar sigilo e sem expor a pessoa atendida.
Documentos psicológicos fundamentados são instrumentos de garantia de direitos e de qualificação da prática profissinal.
#ParaTodosVerem
Card quadrado, fundo rosa e branco. Ao fundo, ilustração de camadas em tons de branco variados, se sobrepondo.